Do it!! 
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Hand Lettering - vol 4
Uk designer Ian Barnard creates beautiful hand done typography pieces. 
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Hand Lettering - vol 4
Uk designer Ian Barnard creates beautiful hand done typography pieces. 
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Hand Lettering - vol 4
Uk designer Ian Barnard creates beautiful hand done typography pieces. 
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Uk designer Ian Barnard creates beautiful hand done typography pieces. 
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Hand Lettering - vol 4
Uk designer Ian Barnard creates beautiful hand done typography pieces. 
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Hand Lettering - vol 4
Uk designer Ian Barnard creates beautiful hand done typography pieces. 

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Hand Lettering - vol 4

Uk designer Ian Barnard creates beautiful hand done typography pieces. 

Today my brain woke up with french accent. 

source: Amazing pictures of old Paris 

It’s forever until it’s over. 

visual-poetry:

»nothing lasts forever« by anatol knotek (+)

currently exhibited at the town hall gallery in hawthorn (australia).

Abundâncias

Nunca fui nacionalista, nem patriota e como muita gente da minha geração, nunca entendi nem vou entender o conceito de “Deus, Pátria, Familia.”

E sinceramente não entendo muito bem e faz-me alguma confusão todos os actos excessivamente patriotas e expressões de xenofobia.

Nasci e cresci numa ilha e se calhar por isso não entendo muito disto.

Os meus olhos sempre estiveram postos no mar ou nos aviões, que aterravam com dificuldade, à espera de uma oportunidade para sair.

Tomei a decisão e saí, voei para Lisboa e apaixonei-me. Sim. Apaixonei-me varias vezes, mas o meu amor mais fiel foi a cidade.

Depois de 7 anos, como bom português, achei que Portugal não era suficiente e fui viver para estrangeiro, para o país que aprendi a odiar. Em pouco tempo, aprendi que “Catalonia is not Spain” e a partir daí tudo bem. 

Passaram-se 4 anos, e achei que simplesmente a Catalunha não bastava. E porque é que não?

Porque é que achei que a Madeira não era suficiente. Lisboa não era suficiente. Barcelona também não e o México definitivamente não.

Mas como é que se pode passar uma vida inteira a pensar que nada é suficiente?

Descobri que tenho no meu ADN, o vírus lusitano da insuficiência.

Nada me parece bem. Dificilmente fico contente com alguma coisa. Acho que as coisas não são suficientemente engraçadas ou não são inteligentes ou até mesmo modernas para mim. É um vírus gravíssimo! E ninguém o entendia melhor como o António Variações.

“…Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P’ra outro lugar

Estou bem
Aonde não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou…”

E como se não bastasse, vivo neste eterno estado de saudade. Saudades do que vivi. Saudades do que poderia ter vivido ou do que sonhei viver. Saudades de Portugal. Saudades de Barcelona. Saudades da Cidade do México.

E apesar de tudo isto nunca me senti tão patriota como agora. 

Roberto Castro

image

Tip for the easily distracted

#mirandajuly 

From http://www.martinfirrell.com/ From http://www.martinfirrell.com/

from Jenny Holzer, Florence 1996

She always relied on the kindness of her wooden cat. 

Photo found at foundmagazine